Vamos falar de funk, galera, mas o “verdadeiro funk”, não o mar de porcarias perpetrado por ‘artistas’ (favor ler esta palavra com a máxima ironia e sarcasmo) do naipe de MC Créu, Mulher Melancia, Mulher Moranguinho, Tati-Quebra-Barraco e outros desclassificados. Na verdade, o tal “funk carioca” - uma verdadeira profusão de músicas ridículas, com letras idem - erroneamente recebeu a denominação que, no passado, serviu para designar artistas e grupos geniais, quando na verdade não passa de uma variação grosseira do “Miami bass sound”, que fez a fama de grupos picaretas como o 2 Live Crew.
Funk (também conhecido como soul funk ou funk de raíz) é um estilo bem característico da música negra norte-americana, desenvolvido a partir de meados dos anos 1960 por artistas como James Brown e por seus músicos, especialmente Maceo Parker e Melvin Parker, a partir de uma mistura de soul music, soul jazz, rock psicodélico e R&B.
O funk pode ser melhor reconhecido por seu ritmo sincopado, pelos vocais de alguns de seus cantores e grupos (como Cameo, ou os Bar-Kays). E ainda pela forte e rítmica seção de metais, pela percussão marcante e ritmo dançante. Nos anos 70 o funk foi influência para músicos de jazz (como exemplos, as músicas de Miles Davis, Herbie Hancock, George Duke, Eddie Harris entre outros).
HISTÓRIA
Os músicos negros norte-americanos primeiramente chamavam de funk à música com um ritmo mais suave. Esta forma inicial de música estabeleceu o padrão para músicos posteriores: uma música com um ritmo mais lento, sexy, solto, orientado para frases musicais repetidas (riffs) e principalmente dançante.
Funk era um adjetivo típico da língua inglesa para descrever estas qualidades. Nas jam sessions, os músicos costumavam encorajar outros a “apimentar” mais as músicas, dizendo: Now, put some stank (stink/funk) on it!” (algo como “coloque mais ‘funk’ nisso!”).
Num jazz de Mezz Mezzrow dos anos 30, Funky Butt, a palavra já aparecia. Devido à conotação sexual original, a palavra funk era normalmente considerada indecente. Até o fim dos anos 50 e início dos 60, quando “funk” e “funky” eram cada vez mais usadas no contexto da soul music, as palavras ainda eram consideradas indelicadas e inapropriadas para uso em conversas educadas.
A essência da expressão musical negra norte-americana tem suas raízes nos spirituals, nas canções de trabalho, nos gritos de louvor, no gospel e no blues.
Na música mais contemporânea, o gospel, o blues e suas variantes tendem a fundir-se.
O funk se torna assim uma fusão do soul, do jazz e do R&B.
ALGUNS DOS MELHORES ALBUNS DA HISTÓRIA DO FUNK
O papa dos papas… Mr. James Brown
FUNKADELIC do maluco George Clinton
SLY AND FAMILY STONE
KOOL & GANG
EARTH, WIND & FIRE
THE J.B.’s simplesmente a banda suporte de James Brown liderados pelo genial Maceo Parker
CAMEO
OHIO PLAYERS
RICK JAMES além de tudo, fantástico baixista
ZAPP um dos grupos mais sampleados pelo Hip Hop
AVERAGE WHITE BAND uma banda de brancos com super groove
Enfim, quem quer realmente saber o que é FUNK procure ouvir alguns dos caras acima citados e ficar sentado, se conseguir.
Bye, Bye… So good, SOUL FINE
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