VAMOS FALAR DE FUNK
Publicado por David Kass em 17 Fev 2010 | sob: Sem Categoria
Vamos falar de funk, galera, mas o “verdadeiro funk”, não o mar de porcarias perpetrado por ‘artistas’ (favor ler esta palavra com a máxima ironia e sarcasmo) do naipe de MC Créu, Mulher Melancia, Mulher Moranguinho, Tati-Quebra-Barraco e outros desclassificados. Na verdade, o tal “funk carioca” - uma verdadeira profusão de músicas ridículas, com letras idem - erroneamente recebeu a denominação que, no passado, serviu para designar artistas e grupos geniais, quando na verdade não passa de uma variação grosseira do “Miami bass sound”, que fez a fama de grupos picaretas como o 2 Live Crew.
Funk (também conhecido como soul funk ou funk de raíz) é um estilo bem característico da música negra norte-americana, desenvolvido a partir de meados dos anos 1960 por artistas como James Brown e por seus músicos, especialmente Maceo Parker e Melvin Parker, a partir de uma mistura de soul music, soul jazz, rock psicodélico e R&B.
O funk pode ser melhor reconhecido por seu ritmo sincopado, pelos vocais de alguns de seus cantores e grupos (como Cameo, ou os Bar-Kays). E ainda pela forte e rítmica seção de metais, pela percussão marcante e ritmo dançante. Nos anos 70 o funk foi influência para músicos de jazz (como exemplos, as músicas de Miles Davis, Herbie Hancock, George Duke, Eddie Harris entre outros).
HISTÓRIA
Os músicos negros norte-americanos primeiramente chamavam de funk à música com um ritmo mais suave. Esta forma inicial de música estabeleceu o padrão para músicos posteriores: uma música com um ritmo mais lento, sexy, solto, orientado para frases musicais repetidas (riffs) e principalmente dançante.
Funk era um adjetivo típico da língua inglesa para descrever estas qualidades. Nas jam sessions, os músicos costumavam encorajar outros a “apimentar” mais as músicas, dizendo: Now, put some stank (stink/funk) on it!” (algo como “coloque mais ‘funk’ nisso!”).
Num jazz de Mezz Mezzrow dos anos 30, Funky Butt, a palavra já aparecia. Devido à conotação sexual original, a palavra funk era normalmente considerada indecente. Até o fim dos anos 50 e início dos 60, quando “funk” e “funky” eram cada vez mais usadas no contexto da soul music, as palavras ainda eram consideradas indelicadas e inapropriadas para uso em conversas educadas.
A essência da expressão musical negra norte-americana tem suas raízes nos spirituals, nas canções de trabalho, nos gritos de louvor, no gospel e no blues.
Na música mais contemporânea, o gospel, o blues e suas variantes tendem a fundir-se.
O funk se torna assim uma fusão do soul, do jazz e do R&B.
ALGUNS DOS MELHORES ALBUNS DA HISTÓRIA DO FUNK


Enfim, quem quer realmente saber o que é FUNK procure ouvir alguns dos caras acima citados e ficar sentado, se conseguir.
Bye, Bye… So good, SOUL FINE
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